Na quarta-feira, 21, um funcionário de um banco particular, de 29 anos, registrou um boletim de ocorrência após ser agredido por um oficial de Justiça, de 61 anos, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de um veículo. Testemunhas gravaram em vídeo a confusão, que ocorreu na avenida Doutor Armando Salles Oliveira, no Parque Universitário, zona sul de Franca.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima informou que estava no local representando o banco no cumprimento do mandado de busca e apreensão do veículo, acompanhado de uma testemunha e do oficial de Justiça. Ainda segundo o registro, houve o esgotamento do prazo do mandado e, por esse motivo, na terça-feira, 20, o funcionário procurou a Central de Mandados, onde conversou com o chefe dos oficiais de Justiça, que teria cobrado o servidor responsável, deixando-o irritado. Na quarta-feira, a vítima, a testemunha e o oficial de Justiça se encontraram na avenida do Parque Universitário. Segundo o boletim, o oficial iniciou a conversa de forma agressiva, tentando corrigir a vítima quanto ao local e à data do cumprimento do mandado. No entanto, o representante do banco afirmou que agiu de acordo com os documentos que possuía.

Ainda segundo o relato, o autor das agressões passou a dizer que “sabia onde o representante do banco morava e que iria fazer da vida dele um inferno”, entre outros desentendimentos, até que partiu para a agressão física. No vídeo da confusão, é possível ver o momento em que o agressor desfere um soco no rosto da vítima e um chute em suas pernas. Após a briga, o autor teria feito novas ameaças e deixado o local sem cumprir o mandado de busca e apreensão do veículo. Segundo a vítima, o oficial cometeu o crime de prevaricação (Quando o funcionário público deixa de realizar seu dever) ao não permanecer no local para dar continuidade ao cumprimento do mandado.

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O representante do banco retornou à Central de Mandados e conversou novamente com o chefe do oficial, que teria informado que nada poderia ser feito. Os vídeos da agressão foram anexados ao boletim de ocorrência, e um exame de corpo de delito foi requisitado pela Polícia Civil. Ainda conforme o registro, a vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o agressor e solicitou a aplicação de medida cautelar diversa da prisão, a fim de evitar que as ameaças sejam concretizadas.