Familiares da menina Aline Campos, de 9 anos, que recentemente realizaram uma vaquinha virtual para arrecadar fundos destinados ao pagamento da cirurgia que a criança deve realizar no final do mês de outubro, registraram um boletim de ocorrência após descobrirem que um homem estaria utilizando o material da campanha que já foi encerrada para aplicar golpes em pessoas na cidade de Franca.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a mãe da criança, uma mulher de 43 anos, relatou que realizou uma campanha nas redes sociais com o objetivo de arrecadar fundos para a cirurgia da filha, que é portadora de um tipo raro de trombose que impede o sangue de chegar ao fígado. No dia 26 de setembro, uma mulher procurou a mãe da criança afirmando que havia feito uma doação no valor de R$50,00 via Pix para um homem que se apresentou como pai da menina. Segundo a doadora, o golpista utilizava todo o material original da campanha e relatava a mesma história, o que a levou a acreditar na veracidade e realizar a doação. A mulher encaminhou o comprovante do Pix para a mãe da vítima, sendo que a conta estava vinculada a um CNPJ.

Diante do ocorrido, a mãe da criança passou a divulgar nas redes sociais que terceiros estavam utilizando a campanha da filha para aplicar golpes. De acordo com o boletim, outras pessoas também se manifestaram como vítimas do mesmo homem. A mãe conseguiu imagens do homem abordando uma das vítimas nas proximidades de uma loja na avenida Brasil. Além do Pix relacionado à conta com CNPJ, a mulher descobriu que outras contas também receberam doações indevidas relacionadas à campanha. Ela reforça que a campanha oficial já foi encerrada, após o valor necessário para a cirurgia ter sido arrecadado, e que mesmo após o encerramento, pessoas mal-intencionadas continuam se aproveitando da causa para aplicar golpes.

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Ao Portal Franca 24 Horas, a família informou que Aline estará na cidade de Porto Alegre (RS) no dia 25 de outubro para iniciar o procedimento cirúrgico, que deve ser realizado até o dia 30. Os familiares apresentaram o comprovante de transferência bancária e a filmagem na CPJ (Central de Polícia Judiciária) durante o registro da ocorrência. O caso será investigado pela Polícia Civil.