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A Marinha do Brasil confirmou que a lancha envolvida no acidente que matou seis pessoas, todas moradoras de Franca, na noite do último sábado, 21, no Rio Grande em Sacramento (MG), estava com número de ocupantes acima do permitido.
De acordo com a Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, a embarcação “Vida Boa” tinha autorização para transportar até oito pessoas, sendo um condutor e sete passageiros. No momento do acidente, porém, havia 15 ocupantes a bordo, incluindo o piloto. Após reavaliação técnica realizada por peritos que estiveram no local, não foi identificado registro de Carteira de Habilitação de Amador (CHA) em nome do responsável pela condução da lancha, documento obrigatório para esse tipo de embarcação. A Marinha do Brasil instaurou um IAFN (Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação), que deverá apurar as circunstâncias da colisão, além de possíveis falhas humanas. Em nota anterior, a Marinha informou que a lancha possuía inscrição regular junto ao órgão marítimo. O inquérito também deverá investigar as condições estruturais do píer atingido.
A nota também esclarece que todas as obras sobre as águas como piér atingido pela lancha, deve possuir iluminação no período noturno, assim como embarcações noturnas que estejam dotadas de luzes de navegação. A CFTP, ressalta que todos os tripulantes devem estar munidos de colete salva-vidas. O prazo das investigações deve durar cerca de 90 dias para conclusão, podendo ser prorrogado nos termos da legislação vigente.
O ACIDENTE
A tragédia ocorreu na noite de sábado, 21, no Rio Grande, em Sacramento, quando uma lancha que transportava 15 pessoas colidiu contra um píer durante a navegação noturna e virou. A embarcação retornava de um bar flutuante. As vítimas Juliana Fernanda de Oliveira de 40 anos, Wesley Carlos da Costa de 45 anos, Viviane Aredes de 35 anos, Bento Aredes de 3 anos, Marina Rodrigues de 22 anos e Érica Fernanda Leal de 41 anos, morreram no local. No entanto, 9 pessoas sobreviveram.
