Espaço para comunicar erros nesta postagem
Neste sábado, 3, completa-se um ano do misterioso caso da vendedora de queijos Rosinai Cardoso de Oliveira, de 43 anos, que desapareceu após o incêndio em sua casa, na noite de 3 de maio de 2024, às margens da rodovia Manoel Carrijo, no município de Cristais Paulista, região de Franca.
A sobrinha de Rosinai, Victoria Ellen Oliveira, de 24 anos, contou à reportagem do Portal Franca 24 Horas como tem sido a vida da família após o desaparecimento da tia. “A falta dela vem nos destruindo a cada dia. Apesar de tanta dor e desespero, seguimos com nossas orações e esperança de que um dia teremos notícias”, disse Victoria.
Além da angústia e da ansiedade que tomaram conta da família, o desaparecimento de Rosinai também afetou a saúde de seus pais. “Meu avô está internado com um AVC isquêmico, devido à angústia, às noites mal dormidas e à falta de alimentação por pensar tanto na minha tia. Atualmente, estamos divididos entre cuidar do meu avô no hospital e da minha avó, que está debilitada em casa”, relatou a sobrinha. A jovem também descreveu como tem enfrentado a ausência da tia. “Estou tendo que fazer terapia para lidar com tanta dor. Minha tia não merecia isso. Essa dor está acabando, aos poucos, com a minha família”, concluiu.
O caso
O incêndio ocorreu por volta das 19h, poucos minutos depois de Rosinai sair da casa dos pais para ir até sua residência. Após o Corpo de Bombeiros conter as chamas, a vendedora não foi encontrada nos escombros. Horas depois, um dos quatro cachorros de Rosinai foi encontrado morto, queimado. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas no entorno da casa, em uma área de mata. A pedido da família, também acessaram o porão da residência em busca de algum vestígio da vítima, mas nada foi encontrado. Nos dias seguintes, familiares realizaram novas buscas pela mata, inclusive com o uso de drones, mas nenhuma pista foi encontrada.
Na época, o ex-marido da vendedora, o qual havia solicitado uma medida protetiva, chegou a prestar depoimento na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e negou qualquer envolvimento no desaparecimento. Após o depoimento, a Polícia Civil passou a conduzir as investigações sob sigilo. A DIG segue com as investigações, mas até o momento não repassou nenhuma informação atualizada à família, que continua esperando por respostas sobre o que realmente aconteceu com Rosinai.
