Uma sapateira, de 37 anos, moradora do bairro City Petrópolis, na zona norte de Franca, registrou boletim de ocorrência na CPJ (central de Polícia Judiciária), relatando ter sido agredida e perseguida pelo seu ex-companheiro com quem teve relacionamento por quatro anos.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima se casou com o sapateiro, de 38 anos, após um breve período de namoro e passaram a residir em sua casa, onde mora com seus dois filhos, fruto de outro relacionamento. A mulher conta que o convívio acabou não dando certo pelo fato de o esposo apresentar um comportamento violento, chegando a agredi-la em mais de uma oportunidade, além de forçá-la a manter relações íntimas contra sua vontade. Após o registro do boletim de ocorrência junto à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), a sapateira decidiu pôr fim ao casamento, solicitando que o esposo saísse da residência. O marido inconformado com a decisão da ex-companheira decidiu persegui-la.

De acordo com o boletim, o sapateiro chegou a ir até a casa da vítima para chutar o portão durante a madrugada e tem enviado cartas e bilhetes por intermédio de pessoas que frequentam a mesma igreja que a mulher. Além disso, o ex-marido tem exposto a situação ao público, postando vídeos nas redes sociais pedindo para que ela dê uma nova chance. Recentemente, a vítima estava no culto da igreja quando recebeu uma encomenda de um motorista de aplicativo enviada pelo ex-esposo. Dentro do pacote havia uma cueca suja e um bilhete escrito com tinta azul as palavras “agressora” e “macumbeira”.

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Mas as perseguições não pararam por aí. Novamente, a vítima recebeu uma nova caixa entregue por um mototaxista, onde apresentava a letra do ex-esposo com uma frase que dizia, “Preciso só falar uma coisa, me chama no zap, preciso de você, te amo”. No interior da caixa havia uma fronha de travesseiro em que ele dormia. No boletim, a mulher relata que, mesmo com sua conduta engraçada com o objetivo de desestabilizá-la emocionalmente, deseja solicitar a medida protetiva de urgência e se prontificou em apresentar a carta e a caixa com a fronha de travesseiro na DDM, caso seja necessário a sua apreensão.